E dói tanto

que não chega a tocar o físico.


Assim, eu e tu, de novo,

ntnnm, como aquele segredo que partilhamos na escuridão da casa vazia.
Não sei se é bom ou mau estar a escrever-te, assim, e a dizer-te o quão acostumada estou à solidão que já mal me apercebo dela. Mas é um passo, não é? Voltar a escrever-te.

Há tanto que não chorava por mim.


Dóis-me,

Buckley.


E se de todas as vezes que eu precisar de consolo não estiver lá ninguém,

também não faz mal, porque sou capaz de o fazer sozinha. Mas sabe bem saber que se preocupam connosco.


Eu acredito que estou bem,

portanto estou mesmo bem.


Preciso de escapar a esta solidão.

Quanto mais depressa, melhor. Mas combato-me, porque não quero e quero ao mesmo tempo e raios te partam, Catarina.


To Zanarkand.

Saudades. De tanta coisa.


Vontade de não fazer nada e ficar na cama todo o dia tem algum nome?

É o que apetece.


Hallelujah.

Uma e outra vez.

Quero afastar de vez a tristeza. Não me pergunto se passa, porque passa. Só gostava que fosse depressa. Porque não tens culpa, mas eu também não a quero ter, ainda que a sinta.


Tenho medo.

Tanto tanto medo.


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